Sr. Hugo continuou pela rua até
atingir sua casa velha e empoeirada. Mal chegou perto da porta e um choro alto
começou a ser emitido. Sr. Hugo olhou para cima e observou atentamente as
janelas quadradas, elas estavam molhadas. Olhando mais atentamente por dentro
via-se uma névoa cinza e densa. Ele ficou parado por algum tempo, pensava sobre
o que teriam feito em sua casa enquanto estava morrendo.
Agarrou a maçaneta, furioso, e a
girou, a porta abriu para dentro e Sr. Hugo entrou. O primeiro-andar estava
normal, as paredes eram rosa-salmão, vários móveis tombados ou caindo aos
pedaços estavam dispostos em volta de um tapete vermelho e dourado, mas fora
isso nada estava estranho nesse andar, ergueu a cabeça e vasculhou com olhos a
sala, descendo a escada era perceptível uma névoa não tão grossa que sumia
repentinamente. Ao tocar o quarto degrau.
Sr. Hugo se dirigiu aos aposentos
superiores. Inicialmente não conseguia ver direito, mas depois seus olhos se
acostumaram. Com a medida que se aproximava o choro aumentava. Finalmente
chegou ao topo da alta escada e lá viu três ceifadores flutuando no ar. Estavam
com o capuz cobrindo o rosto completamente e carregavam canecas de cerveja,
além de estarem sem armas e emitirem sons parecidos com choros.
De repente um sino tocou, Hugo tentou se
esconder, mas não contava que o dono do sino vinha de trás dele.
– Ora, ora. Hugo Dono da Casa Morto
Agora Finalmente Esse Chato Se Para Sempre Só Que Não Foi Xavier de Oliveira
Santos.
– Não me lembrava do meu nome ser tão
longo – falou Sr. Hugo tentando recordar de seu nome.
– Ora, você continua o mesmo idiota de
sempre – Falou o homem... Morto.
– Perdão, mas nos conhecemos?
– Eu te conheço, mas você era humano,
agora é um morto, e aparentemente não muito inteligente também. Mas por aqui,
seu quarto já está pronto segundo meu secretário.
– Quarto?
Entraram em um cômodo cheio de fumaça
muito densa e viram vários mortos. Estavam se embebedando e fumando charutos,
cigarros e cachimbos, aqueles mortos velhos provavelmente tinham morrido de
tanto tabaco e álcool, pois nunca na história da humanidade tantas... Pessoas? Acho
que posso chama-los assim agora, fumaram tanto e beberam quanto na história
daquele asilo, mesmo assim ninguém parecia feliz e todos berravam e choravam,
seja de dor ou por que suas canecas estavam vazias.
Mas você se pergunta, por que um asilo para
fantasmas na casa, convenientemente, do nosso protagonista? Eu te respondo: Por
que não? Era um lugar quase completamente abandonado, com muito espaço e um
belo mofo se acumulava no sótão, óbvio que fantasmas dariam um jeito de ficar
naquele lugar.
Ao chegar em seu quarto Sr. Hugo notou
que estava no quarto no qual dormira por mais de 47 anos e 3 meses, aquilo o
fez refletir que não sabia decorar um cômodo. Passou o resto do dia bebendo e chorando com seus colegas, não sabia muito bem por que chorava, assim como seus colegas, mas ninguém questionava-se sobre isso.
Apesar de pequena ficou boa. Parabéns!!!
ResponderExcluirValeu
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